quarta-feira, 17 de maio de 2017

Os primeiros trabalhadores de Fordlândia – 1928

O dia era 04 de maio de 1928. Na manhã daquele dia se iniciaram os trabalhos de derrubada da mata na localidade de Boa Vista, no rio Tapajós, para que se realizasse o sonho do empresário norte-americano Henry Ford: construir Fordlândia. O momento, como não poderia deixar de ser, foi registrado nesta fotografia, onde aparecem alguns daqueles primeiros trabalhadores, juntamente com um dos responsáveis pelas obras, o senhor Jorge Villares, que aparece à esquerda da foto.


NOTA: Texto e foto do livro inédito do autor do blog, com o provisório título de “Fordlândia: do sonho de Henry Ford à esperança de um povo nas margens do rio Tapajós”.


A primeira clareira aberta em Boa Vista para a construção de Fordlândia – 1928

A primeira atividade de Henry Ford para a construção de Fordlândia foi a derrubada da mata. Este registro fotográfico, feito em maio de 1928, mostra a primeira clareira aberta na mata, nas margens do rio Tapajós, para dar início à construção de Fordlândia. Por problemas de logística, o maquinário, equipamento e material que vieram dos Estados Unidos, só puderam chegar a Boa Vista em dezembro daquele ano.



NOTA: Texto e foto do livro inédito do autor do blog, com o provisório título de “Fordlândia: do sonho de Henry Ford à esperança de um povo nas margens do rio Tapajós”.


Momento poético: Língua Portuguesa

Padre Manoel Rebouças Albuquerque

Instrumento divino de Beleza,
Eu te saúdo, esplendido buril,
Ó sacrossanta Língua Portuguesa,
Que cinzelaste a Alma do Brasil!...

Lembras a graça etérea de Princesa,
Se escuto a voz de minha Mãe gentil;
Tens arroubos sublimes de grandeza,
Lembras meu Pai, ousado e varonil.

Sobre a instalação da energia elétrica em Alter do Chão – 1952

Quem ainda não visitou a aplausível vila de Alter do Chão, à margem direita do Tapajós, repousando sobre a alcatilta [sic] de alvas areias, encostada ao pé de uma colina de vegetação exuberante, não conhece o recanto mais pitoresco e poético que possuí o nosso município.
Engastada, como pedra preciosa, em magnifica enseada, o anel líquido que a cerca banha suas famosas praias pelo ondular macio das águas de anil, que se perdem para além da fimbria do horizonte.

Os trabalhos de asfaltamento da Avenida Barão do Rio Branco – 1965

A Avenida Barão do Rio Branco foi uma das primeiras a receberem pavimentação asfáltica na cidade de Santarém. A iniciativa partiu do então prefeito Everaldo Martins e os trabalhos começaram do antigo Aeroporto em direção ao Centro da Cidade. Nesta foto podemos ver o trecho visto a partir da Avenida Rui Barbosa, mostrando os trabalhos de asfaltamento que aconteciam naquela ocasião.




Vista da cidade de Santarém em 1931

Quando se chegava próximo à cidade de Santarém, vindo da capital do Estado, o viajante dos vapores deslumbrava este maravilhoso aspecto do bairro da Prainha e do antigo “Morro da Fortaleza”.




O município de Prainha no ano de 1930

Situado às margens do rio Amazonas, este era o aspecto que se tinha quando se chegava de embarcação à vapor ao município de Prainha, em idos de 1930, com seu casario típico próximo às margens do grande rio.


O dia dos Congregados Marianos no mês de Maio – 1937

Mau grado a torrencial chuva que desabou na cidade, na manhã do dia 23 do corrente, prejudicando sensivelmente o brilho das homenagens dos Marianos à sua Excelsa Mãe Maria Santíssima, realizou-se a festa da “Congregação Mariana dos Moços”, de conformidade com o programa anunciado.
Em virtude da inundação das ruas da cidade, foi impossível fazer-se o desfile do Colégio São Francisco à Matriz, dirigindo-se de suas residências para a Igreja os marianos que moram mais próximo do Templo Católico.
Cerca de 150 marianos compareceram para assistirem a Santa Missa, que teve início às 9h da manhã, depois da admissão de candidatos e consagração de novos marianos.

Sobre o novo Trapiche Municipal – 1931



O nosso lendário Trapiche, que é um borrão a manchar o progresso de nossa terra, por imprestável já para o fim a que foi destinado, está há muito reclamando aposentadoria. Pequeno em excesso o seu galpão para agasalhar as mercadorias que importamos por quase todos os navios que ingressam o nosso porto; quase inservível a sua desmantelada ponte e inacessível o seu todo à atracação de embarcações de regular porte – o velho e heroico – deixem passar o termo – o velho e heroico trapiche municipal precisa ser substituído por um outro que corresponda às nossas hodiernas necessidades.

Sobre um ataque quilombola no Baixo Amazonas – 1859

Nos princípios do mês passado (junho) partiu desta cidade (Santarém) com destino ao rio Madeira o sr. Jeronymo Bolli, italiano, sócio do sr. Agostinho Tonarelli, levando em sua canoa, de 3 a 4 contos de réis em vários artigos de negócios e algum dinheiro. Seguindo sua viagem, pelas imediações de Juruty lhe saíram 7 ou 8 negros, que se presume serem escravos aquilombados, os quais entrando dentro de sua canoa o assassinaram atrozmente a golpes de terçado, seriam 9 horas da noite do dia 23 daquele mês! A tripulação da canoa que se compunha de 5 pessoas, lançou-se na água e nadou para terra que estava próxima, recebendo um ainda alguns golpes, e assim escaparam à triste sorte de seu patrão.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Os novos transmissores da Rádio Rural – 1979

Iniciadas em meados de 1978, o novo sistema de transmissão da Rádio Rural de Santarém, com suas novas torres edificadas no terreno do Seminário São Pio X, foi concluído e inaugurado no dia 03 de março de 1979, evento que contou com a presença do diretor regional do Departamento Nacional de Telecomunicações – DENTEL, coronel Nahilton Linhares Madruga e do diretor-presidente da Rádio Rural, Dom Alberto Gaudêncio Ramos, arcebispo de Belém.


A Avenida Barão do Rio Branco em 1965

Outra vista da Avenida Barão do Rio Branco, desta vez a partir do perímetro compreendido entre a então Avenida Presidente Roosevelt (hoje Marechal Rondon) e o Centro da Cidade de Santarém.


O Falecimento de Frei Alberto Kruse, OFM – 1956

Faleceu em Santarém do Pará, às 12 horas do dia de Natal, o Revdo. Frei Alberto Kruse, da Ordem Franciscana.
Frei Alberto nasceu na Alemanha, na cidade de Padeboru, há sessenta e seis anos atrás, e veio ainda estudante para o Brasil, onde em Salvador da Bahia, se ordenou sacerdote, e passou a exercer o santo mistério no Recôncavo Baiano, de onde os superiores o mandaram para a Prelazia de Santarém, no Pará.
Em Santarém, trabalhou primeiramente na cidade e, depois, foi enviado para a Missão do Cururú, no Alto Tapajós, no meio dos Índios Mundurucús, onde trabalhou doze anos seguidos, que Frei Alberto considerava os mais felizes de sua vida. Aprendeu a língua desses índios, e escreveu nela artigos muito interessantes, publicados e louvados em revistas do País e do Estrangeiro.

Um apelo de Frei Cláudio sobre o Futebol em Santarém – 1946

Já por mais de uma vez, saíram à publicidade considerações feitas por um “Observador” sobre o estado lamentável do futebol em Santarém. Qual o resultado destas tentativas? Continuam as mesmas divergências. Entretanto, é tempo de acabar de vez com tudo isto e encontrar finalmente uma forma de reconciliação. Sem qualquer outro interesse, a não ser de ver concretizado este desideratum, vai este apelo a gregos e troianos.
Senhores! Não pretendo discutir neste lugar culpa ou direito de quem quer que seja. Limitar-me-ei em tomar por base a situação atual do esporte futebolístico em Santarém: ele é lamentável – é quanto basta! E quais as razões? São as seguintes:

Grupo de Escoteiros em Fordlândia – 1932

A preocupação com a formação das crianças de Fordlândia não era somente no âmbito escolar. Em Fordlândia foi introduzido um dos primeiros grupos de escotismo no Pará, nas primeiras décadas do século XX, conforme este registro fotográfico feito em 1932.




Uma portaria sobre as prostitutas de Santarém – 1931

Delegacia Especial de Polícia
Tendo em vista pugnar pela manutenção da ordem e pela moral pública, resolvo proibir terminantemente a estadia de mulheres de vida fácil nas ruas e praças desta cidade, antes das 22 horas, o que constitui uma afronte às famílias que, dessa forma, se veem privadas de sair à rua.

Palavras Justas sobre Dom Amando – 1931



Defluiu ontem, 08 de maio, o aniversário natalício de D. Frei Amando Bahlmann, esforçado e digno Bispo-Prelado de Santarém.
Sinceramente não poderá haver santareno digno desse nome “amando” verdadeiramente a terra ubertosa e bela deste recanto pátrio, que desconheça o esforço fulgente e a nobreza altamente significativa, da abnegada falange de religiosos franciscanos, que por nós trabalha, e à sua frente a figura respeitável e austera de Dom Amando.

Crianças em frente da Escola de Belterra – 1940

Assim como em Fordlândia, a educação dos filhos e filhas dos funcionários da Companhia Ford Industrial do Brasil também era prioridade dentro da nova possessão de Belterra. Na foto podemos ver um grupo de alunos da Escola de Belterra em idos de 1940.




sábado, 13 de maio de 2017

Loja de sapatos em Belterra – 1939

As senhoras e moças de Belterra dispunham de todos os luxos requintados de uma cidade de médio ou grande porte. Entre estes artigos encontravam-se os sapatos. A loja era ponto de encontro da fina flor belterrense de fins da década de 1930.


Dedetização dos viveiros de Belterra – 1938

Dois trabalhadores fazem a pulverização dos viveiros de seringueiras em Belterra no ano de 1938. O controle de pragas foi uma das melhorias implantadas pela Companhia Ford em Belterra, depois do fracasso da produção em Fordlândia.