terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Uma reflexão sobre história e turismo em Santarém...


Hoje, conversando com um jovem empreendedor do turismo em Santarém (e aproveitando outra conversa anterior), me veio a necessidade de fazer uma reflexão a partir da seguinte pergunta: Porque não se agregar mais valor histórico à paisagem e potencial turístico de Santarém?
Explicando... Geralmente se mostram pontos turísticos tradicionais do centro da cidade (centro de ocupação historicamente portuguesa), tais como museus, igrejas, praças, etc., e pouco se fala (e se mostra), por exemplo, aos austríacos e franceses: que o bairro da Aldeia tanto encantou os membros da Expedição Langsdorff (patrocinada pela primeira Imperatriz do Brasil) que contou com a participação de ilustres membros destas duas nações.
Aos britânicos não se mostram os lugares onde estiveram alguns dos botânicos mais famosos do Reino Unido (Richard Spruce, Henry Bates e, principalmente Alfred Russel Wallace – coautor da Teoria da Evolução), levando os turistas aos lugares onde esses grandes cientistas estiveram (Mapiri, Laguinho, Maicá) coletando espécimes que hoje se encontram nos museus da Europa.
Pouco exploramos os arredores do Diamantino, onde os confederados norte-americanos foram colonizar após a Guerra Civil Americana (e também onde o famoso inglês Henry Wickham cultivou e preparou as mudas de seringa que foram enviadas para a Inglaterra). E o bairro do Maicá, onde os Riker fizeram a primeira experiência de plantação de seringuais (muito antes de Henri Ford).
Não aproveitamos turisticamente os bairros do Ipanema e Cambuquira (além dos lugares adjacentes, que serviram de lar para os primeiros imigrantes cearenses que aqui vieram).
Isso sem falar nas colônias japonesa (que possuía campo de beisebol, em Santarém), alemã, italiana, portuguesa, espanhola e tantos outros povos que ajudaram a construir nossa cidade, agregando valor histórico ao nosso potencial ecológico, paisagístico e turístico.
Esses exemplos são somente para ilustrar a reflexão que proponho aos amigos e amigas que trabalham o potencial turístico de Santarém... (com meu obrigado ao Karin e Rafael pela colaboração no parto desta reflexão).
Santarém, 07 de fevereiro de 2017.

Pe. Sidney Augusto Canto

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